Hoje é dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos. Não poderíamos deixar esta data passar em branco.
A respeito de Cecília, a Wikipédia diz que é provável que tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio. Escavações arqueológicas, não deixam dúvidas sobre a sua existência.
Resumidamente, podemos dizer que o pouco que se sabe sobre esta santa provém de um piedoso escrito do século V chamado Passio Sanctae Caeciliae (Paixão de Santa Cecília). De acordo com este relato, Cecília pertencia à família Metelos. Era nobre, filha de um senador, e cristã desde a mais tenra idade.
Ela foi prometida em casamento a um jovem pagão chamado Valeriano, mas não desejava casar-se porque havia feito um voto a Nosso Senhor de manter a pureza virginal. No dia do casamento Cecília informou ao noivo o propósito que fizera diante de Deus. Diante desta negativa – pasmem! – em vez de revolta, Valeriano acolheu a decisão de Cecília, converteu-se, e fez com que também o seu irmão, Tibúrcio, recebesse o batismo, tornado-se cristão. O prefeito de Roma, Turcius Almachius, irritado com estes fatos submeteu Cecília a torturas diversas: lançou-a numa câmara de vapor d’água a uma temperatura elevadíssima; tentou forçá-la a adorar os deuses pagãos; banhou-a em água fervente (sendo que ela saiu ilesa!); e, por fim, condenou-a à pena capital. Após três golpes, Cecília caiu mortalmente ferida. O mesmo destino tiveram Valeriano e Tibúrcio.
Em 1996, numa homilia por ocasião da festa de Santa Cecília, o Papa Bento XVI – então cardeal Joseph Ratzinger – pronunciou estas felizes palavras:
“Um homem novo e um cântico novo: esse vínculo é expresso de maneira exemplar numa das belas fórmulas da Paixão de Santa Cecília, que era antigamente a primeira antífona de laudes da sua festa. Este é o texto: Acompanhando a melodia dos instrumentos, Cecília cantava assim ao Senhor: “Que o meu coração conserve a sua pureza e as minhas forças não decaiam”. Cantantibus organis Caecilia decantabat… Exteriormente, Cecília celebrava o seu casamento com o noivo que lhe fora destinado, Valeriano, com o acompanhamento da ruidosa música esponsal daquele tempo. Intimamente, porém, celebrava o seu casamento com Outro, com Cristo, a quem tinha dado todo o seu amor”.
A respeito do culto a Mártir Cecília, a Oração das Horas (edição conjunta: Vozes, Paulinas, Paulus e Ave-Maria. 2004, pg.1442) diz:
“O culto de Santa Cecília, que deu o nome a uma basílica construída em Roma no século V, difundiu-se amplamente a partir da narração do seu Martírio em que ela é exaltada como exemplo perfeitíssimo de mulher cristã, que abraçou a virgindade e sofreu o martírio por amor de Cristo”.
Rezemos, neste glorioso e feliz dia, aquilo que nos propõe a Sagrada Liturgia das Horas:
Hino das Laudes
Bem cedo, ao romper da aurora,
Cecília falou em voz alta:
Ó soldados de Cristo Jesus,
Despojai-vos das obras das trevas,
Revesti-vos das armas da luz!
Oração: Ó Deus, sede favorável, às nossas súplicas e dignai-vos atender às nossas preces pela intercessão de Santa Cecília. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Santa Cecília, rogai por nós!

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