Por Pe. léo.
Quando um músico está cheio de si mesmo, se achando o “máximo”, é porque não tem mais conteúdo. Quando a pessoa vai perdendo a unção, vai perdendo a técnica também. De modo que há uma íntima relação entre unção e técnica. O que a faz treinar, repetir muitas vezes, é a iluminação espiritual, esse dever ser o motivo.
Victor Frankl, psicólogo judeu logoterapeuta, que viveu num campo de concentração nazista, afirma que: “Quem tem um porquê, enfrenta qualquer como”. Esta é a grande e a verdadeira inspiração da música.
O processo da canção teria de ser este para todo músico: primeiro se concebe a música, a partir de uma idéia, imagem, pessoa, texto bíblico ou de um acontecimento. Primeiro é o silêncio – a Bíblia mostra isso com muita clareza, pois diz que antes de Deus dizer: “Faça-se a luz”, houve o silêncio. Foi ele [o silêncio] quem gestou essa ordem criadora de Deus.
A música primeiro tem de ser silêncio. Não acredite em músico que não faça silêncio, que entra no carro e já tem de ligar o som. Este não é um bom músico.
O bom músico precisa assimilar, no inconsciente, aquilo que fica gravado no mais íntimo de seu ser e ir se alimentando disso pouco a pouco.
Todo tipo de treinamento é difícil. Seja este musical, relativo a um idioma ou físico, numa academia, por exemplo. Quando a pessoa perde a iluminação interior, a inspiração, que é a força divina que brota dentro dela, então não terá mais disposição para ficar ensaiando. Porque aí entrou a “síndrome do palco” e a “síndrome do aplauso”. Há músicos que não tocam se não houver público para aplaudi-los; ou que gostariam muito de fazer um solo maravilhoso durante a celebração da Santa Missa, no momento da consagração, somente para que as pessoas se levantassem e os aplaudissem.
Cuidado com os aplausos, pois eles tiram a honestidade e a sinceridade deste momento tão sublime.
Musica é arte!
O santissimo Papa João Paulo II escreveu em 1999 uma carta aos artistas. Como a música é uma das mais nobres formas da Arte confira Aqui .
Olá!
Considerei muito interessante e importante seu artigo, realmente são fatos reais que acontecem com muita frequencia ao nosso redor. Somos convidados, como músicos e como animadores a realizar nosso serviço despojados de todas as considerações e reconhecimentos, apenas com a reta intenção de sempre realizá-lo da melhor maneira possível!
Amém!
Um abraço!
Por: Adriana Reis em abril 19, 2010
às 2:09 pm