A música na liturgia da Santa Missa

Muito mais do que falar sobre liturgia e música no aspecto litúrgico, vamos tentar despertar no seu coração o amor pela liturgia.

Temos algumas fontes para que possamos nos aprofundar no tema: Catecismo da Igreja Católica (CIC), a Liturgia diária, o Missal Romano – neles estão a instrução geral e também as direções para a música na liturgia.

No nosso dicionário está escrito: “Liturgia – culto público e oficial instituído por uma Igreja, ritual”. No Catecismo da Igreja Católica – no qual nossa fé é explicada e detalhada, está escrito: “A palavra ‘liturgia’ significa originalmente obra pública, serviço da parte do povo e em favor do povo. Na tradição cristã, ela significa que o povo de Deus toma parte na obra de Deus” (Parágrafo 1069, CIC).


Na maneira de Deus se manifestar existe uma liturgia. A liturgia nos ajuda a celebrar melhor o mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela nos faz participar do maior mistério, que é a Santa Missa, a qual tem começo, meio e fim. A Santa Missa é ação de graças por excelência, é a maior das orações. Tudo o que acontece nela – cada resposta, gestos do sacerdote, etc. – quer realizar a nossa santificação e fazer com que vivamos bem esse mistério. Não é só ‘importante’, mas é dever de cada um de nós participar bem da Celebração Eucarística.

A liturgia não serve para nos ‘engessar’, mas sim, para nos fazer mergulhar no mistério, amar e sermos santificados nessa celebração. Músicos, temos que respeitar a cultura do lugar, da região. Não adianta chegar a uma Santa Missa das 7 da manhã com uma banda inteira.
No número 62 da instrução geral sobre o Missal Romano está escrito assim: “Evitem qualquer tipo de individualismo ou divisão, considerando sempre que todos têm um único Pai nos Céus e por esse motivo são irmãos entre si”. Aqui diz muito daquelas pessoas que rezam muito alto durante a Missa, ou cantam alto, ou rezam adiantadas ou atrasadas em relação aos demais. Isso chama atenção e nos dispersa da liturgia.


Como que vivemos de maneira plena aqui na terra a manifestação da nossa fé? Vivendo a Santa Missa!

Os músicos fazem parte da assembléia de fiéis. Por isso, devem promover a participação ativa dos fiéis no canto e ter atenção no repertório de acordo com quem está na assembléia. Tudo para que a unidade seja vivida.


Trecho da palestra de
Márcio Todeschini e Fábio Roniel no Hallel Canção Nova
Módulo de Músicos – sábado – 16/08/08

 

Responses

  1. Boa tarde faço parte do grupo de oração da minha cidade atuo no ministerio de musica fui convidada para cantar na missa da misericordia que acontecera na minha paroquia sodre musicas de grupo de oração eu sei mas preciso de orientações sobre quais musicas posso cantar na missa da misericordia pois canticos de missa em tempos liturgicos eu naõ sei se puder me orientar e me ajudar ficarei muito agradeçeda Jesus na sua infinita bondade e misericordia lhe abençoe Maria do carmo Itauna Minas gerais

  2. Acho que a oração antes de escolher os cantos é
    fundamental, nós escolhemos mas jesus estará ali nos mostrando, e hoje temos cantos maravilhosos de cantores unjidos como Eros biondini, Pe. Fabio, Nelsinho, Celina Borges e etc que na minha opinião são belos para se cantar na missa, eu tbm participo do min.de música e sempre coloca cantos novos para a comunidade aprender. Espero ter te ajudado. Paz de Cristo e que DEus te abençõe e te guie neste servir. Bjs.

  3. não tenho nada contra a grupo de oração mais as musica de grupo de oração não tem nada a ver com os cantos de missas, pois nós temos os cantos liturgicos que são e deve ser cantados na missa.

  4. Igreja é o povo de Deus reunido. Deve procurar vivamente que os fieis assistam à santa missa, não como estranhos e mudos espetadores,mas sim participem na acção sagrada consciente,pie-
    dosa e animadamente. (SC-48) Os canticos e a
    musica são sinais mais significativos, quanto mais
    intimamente estiverem ligados à acção liturgica (SC-112) O coral,é para ajudar a assembleia a cantar sem medos, para que todos em alegria possam testsmunhar a Fé de Cristo,Rei e Senhor, para gloria de Deus Pai, na unidade do Espírito Santo. Os documentos do Concilio V.II, são luz do sol de primavera que entrou na igreja, quem dera que todos os cristãos, adquirissem lessem e estudassem atentamente as suas menssagens, costituições decretos e declarações e assim estarem atentos aos problemas da Igreja de Cristo que João XXIII quiz renovar. Saudações de Paz e Bem para todos os que lerem este meu testemunho. Dário Costa (organista de musica sacra)

  5. Tenho observado que ultimamente tem- se cantado musicas de compositores evangélicos, por exemplo, (Régis Danese) , autor da música “Faz um milagre em mim”. Tendo muitos músicos católicos com músicas belíssimas, como por exemplo: Walmir Alencar, Dunda, Adriana, Celina Borges, Flavinho, Anjos de Resgate, Vida reluz, e por aí vai… É realmente necessário ser cantadas músicas evangélicas (protestantes) nas Missas? Nem esses músicos tem todas as músicas apropriadas para cantarem na liturgia da Santa Missa.

    Hoje em dia muitos Católicos se deixam levar pela influência de que tudo pode e tudo convém. Hoje existe uma proliferação de músicas de cunho protestante e muitos Católicos aderem ao “estilo Gospel”, freqüentemente ignorando a origem da música e as heresias que estão embutidas nas letras.

    Com relação aos Católicos escutarem tais músicas deixo aqui as palavras do saudoso D. Estêvão Bettencourt: “Lex orandi lex credendi (Nós oramos de acordo com aquilo que cremos). Isto quer dizer: existe grande afinidade entre as fórmulas de fé e as fórmulas de oração; a fé se exprime na oração, já diziam os escritores cristãos dos primeiros séculos. Pois bem, os protestantes têm seus cantos religiosos através de cuja letra se exprime a fé protestante. O católico que utiliza esses cânticos, não pode deixar de assimilar aos poucos a mentalidade protestante; esta é, em certos casos, mais subjetiva e sentimental do que a católica. Os cantos protestantes ignoram verdades centrais do Cristianismo: A Eucaristia, a Comunhão dos Santos, a Igreja Mãe e Mestre… Esses temas não podem faltar numa autêntica espiritualidade cristã. Deve-se estimular a produção de cânticos com base na doutrina da fé.”

    Vejam: “nós oramos aquilo em que cremos”, ao louvamos as músicas protestantes, nós não estamos coniventes à fé alheia? Isso soa como um adultério da fé; pecado grave! Infelizmente, por ignorância, muitas equipes de músicas tocam nas Missas cantos de origem não católica que não exprimem adequadamente o senso litúrgico. Mesmo algumas músicas Católicas não são adequadas à Missa!
    Já vi também desculpas relativistas do tipo: “Ah está falando de Deus e, então não há problema”. Antes recordo que esse discurso é combatido pela Igreja, pois nem tudo que fala em Deus é bom e correto. “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21). Quem faz a vontade do Pai é aquele que está dentro da Igreja; quem está fora fala, mesmo falando em nome de Deus, a Ele não pertence.

    Uma desculpa emotiva que é bastante difundida: “Ah o que importa é o coração, a música é bonita, então se pode escutá-la”. Bem, aí se vê uma mistura de relativismo e apelo emocional. “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores” (Mt 7,15). Os falsos profetas vêm para conquistar nossos corações, nossa mente, se fazem de “bonzinhos”, de “bonitinhos” e nós caímos na conversa desses falsos profetas.

    A maior parte dos que defendem que devamos escutar tais tipos músicas se deixa levar pelo emocional. Alguns, mesmo sabendo que não é conveniente escutá-las, recalcitram. É lamentável que grande parte dos Católicos prefira dar ênfase às heresias e não se aprofunda na Igreja de Cristo. Aí lanço a seguinte questão: se a nossa Igreja já é completa, por que devemos pegar elementos protestantes?

    Não só não é necessário como também é ilícito, pois a Igreja determina que sejam usadas musicas adequadas e que desperte nos fieis uma piedade verdadeiramente cristã. Sendo assim, mesmo as musicas protestantes que parecem dizer a mesma coisa que a bíblia são vetadas de serem usadas.

    Pois primeiro, o próprio compositor dará um testemunho contra a piedade cristã, contra a doutrina e contra os dogmas. Caso essas musicas fossem usadas elas levariam os fiéis a uma confusão e a um indiferentismo, podendo quem sabe até mesmo a apostasia.

    O segundo ponto é que mesmo essas musicas próximas do que diz as escrituras, não são de fato o que dizem as escrituras, pois mesmo se fossem o que está literalmente escrito, no momento em que eu canto posso dar o destaque a parte do texto que mais me convir, com isso acaba-se alterando o verdadeiro sentido do texto bíblico.
    As músicas devem ser escolhidas com maior rigor litúrgico, as músicas protestantes não devem ser tocadas, não pelo autor, mas porque minuciosamente reparando a letra das músicas, veremos muitos equívocos teológicos. Nosso Senhor Jesus merece muito mais!
    Exemplo: Aquela do momento: “Quero amar somente a Ti”, do autor Régis Danese, a música “Faz um milagre em mim”…

    Amar somente a Ti? Então não posso amar a Igreja, a minha família, nada e ninguém?
    Adoração somente à Deus, mas amar, podemos amar…por exemplo: os estudos, nossa casa também, além da família e da Igreja, e etc…

    Além disso a Missa que é o mais perfeito ato de adoração prestado a Deus não deve ter em sua composição algo feito por alguém que despreza a completude da revelação.

    Eles não adoram a Jesus presente em Corpo, Alma e Divindade presente no altar, não veneram a Santa mãe de Deus, não veneram os Santos, não crêem nos sacramentos, não crêem na autoridade do Santo Padre, Não crêem em quase tudo o que nos revelou Nosso Senhor Jesus Cristo. Por esses motivos e por muitos outros não deve um fiel católico sequer cantarolar esse tipo de musica que fará mal a alma, afastando dos sacramentos e da Santa Igreja, porque como já dito antes a lei da oração e a lei do que se crê.
    Devemos valorizar mais nossos músicos, pois os protestantes valorizam os seus, e tenho plena certeza, pelo muito que já ouvi, ele não admitem música católica em seus cultos.
    Se continuarmos cantando tais músicas, estamos perdendo nossa identidade de cristão católico.
    Vejamos os critérios que a Igreja nos dá para escolha de músicas litúrgicas:
    Catecismo da Igreja Católica, páragrafo 1157 e 1158:

    “O canto e a música desempenham sua função de sinais de maneira tanto mais significativa por estarem intimamente ligados à ação litúrgica, segundo três critérios principais: A BELEZA EXPRESSIVA DA ORAÇÃO, A PARTICIPAÇÃO UNÂNIME DA ASSEMBLEIA NOS MOMENTOS PREVISTOS E O CÁRATER SOLENE DA CELEBRAÇÃO.” (1157)

    “A harmonia dos sinais é aqui mais expressiva e fecunda por exprimir-se na riqueza cultural própria do povo de Deus que celebra. Por isso, o canto religioso popular será inteligentemente incentivado a fim de que as vozes dos fiéis possam ressoar nos pios e sagrados exercícios e nas próprias ações litúrgicas, DE ACORDO COM AS NORMAS E PRESCRIÇÕES DAS RUBRICAS. TODAVIA, OS TEXTOS DESTINADOS AO CANTO SACRO HÃO DE SER CONFORMES À DOUTRINA CATÓLICA, SENDO ATÉ TIRADOS DE PREFERÊNCIA DAS SAGRADAS ESCRITURAS E DAS FONTES LITÚRGICAS.” (1158)

    Cân. 1374 Quem se inscreve em alguma associação que
    maquina contra a Igreja seja punido com justa pena; e quem
    promove ou dirige uma dessas associações seja punido com
    interdito.

    O ato de ouvir, consumir produtos ou demonstrar admiração se enquadra na promoção de associações que maquinam contra a Igreja. Por isso, não devemos, sob risco de pecado, dar qualquer tipo de audiência a produtos protestantes.
    Muitas vezes, quando nós, na maior inocência ouvimos uma música protestante, mesmo que essa não contenha erros doutrinários (outro problema grave que abordarei mais adiante), damos dinheiro ou audiência a movimentos contrários à Igreja, fortalecendo-os, e colaborando indiretamente com os constantes ataques sofridos pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Outro ponto importante são os erros doutrinários que se camuflam por trás das belas melodias. Evidentemente que devemos evitar, pois podemos causar escândalo e confusão em pessoas que possam nos usar como exemplo, pois ao verem que escutamos músicas com erros doutrinários, podem achar que esses erros não o são, e colocar em risco a própria alma.

    Lex orandi lex credendi (Nós oramos de acordo com aquilo que cremos). Isto quer dizer: existe grande afinidade entre as fórmulas de fé e as fórmulas de oração; a fé se exprime na oração, já diziam os escritores cristãos dos primeiros séculos.

    No século IV, por ocasião da controvérsia ariana (que debatia a Divindade do Filho), os hereges queriam incutir o arianismo através de hinos religioso, ao que Sto. Ambrósio opôs os hinos ambrosianos.

    Mais ainda: nos séculos XVII-XIX o Galicanismo propugnava a existência de Igrejas nacionais subordinadas não ao Papa, mas ao monarca. Em conseqüência foi criado o calendário galicano, no qual estava inserida a festa de São Napoleão, que podia ser entendido como um mártir da Igreja antiga ou como sendo o Imperador Napoleão.

    POIS BEM, OS PROTESTANTES TÊM SEUS CANTOS RELIGIOSOS ATRAVÉS DE CUJA LETRA SE EXPRIME A FÉ PROTESTANTE. O CATÓLICO QUE UTILIZA ESSES CÂNTICOS, NÃO PODE DEIXAR DE ASSIMILAR AOS POUCOS A MENTALIDADE PROTESTANTE; ESTA É, EM CERTOS CASOS, MAIS SUBJETIVA E SENTIMENTAL DO QUE A CATÓLICA.

    2) OS CANTOS PROTESTANTES IGNORAM VERDADES CENTRAIS DO CRISTIANISMO: A EUCARISTIA, A COMUNHÃO DOS SANTOS, A IGREJA MÃE E MESTRE… ESSES TEMAS NÃO PODEM FALTAR NUMA AUTÊNTICA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ.

    3) DEVE-SE ESTIMULAR A PRODUÇÃO DE CÂNTICOS COM BASE NA DOUTRINA DA FÉ.”

    NÓS CREMOS O QUE REZAMOS E REZAMOS O QUE CREMOS E TAMBÉM CANTAMOS O QUE CREMOS!

    “Quanto chorei ouvindo vossos hinos, vossos cânticos, os acentos suaves que ecoavam em vossa Igreja!
    Que emoção me causava! Fluíam em meu ouvido, destilando a verdade em meu coração.
    Um grande elã de piedade me elevava, e as lágrimas corriam-me pela face, mas me faziam bem.

    (Santo Agostinho Bispo e Doutor da Igreja).

  6. Boa tarde, Faço parte do Grupo de Oração da Comunidade de minha cidade e fomos convidados a tocar na missa do 1º domingo de cada mês, só que não conheço a liturgia sei que agora é tempo de Natal, pode me dar algumas sugestões, pois caso aceitemos 1º domingo de Janeiro é nosso. O Advento não canta mais música? Obrigada

  7. eu tenho compromisso de cantar e tocar em uma missa, no dia 14 de maio, que se celebra a conquista de um sonho de uma comunidade, quanto a construção de uma capela, seria ação de graças, mais estando ainda no tempo pascal, a qual tema devo levar a escolha das musicas? Fico no aguardo de respostas de voces, e Deus os abençoe

  8. O Missal Romano diz:Entre os fieis, o coro e os cantores exercem um ofício litúrgico próprio tendo sempre em vista,”FAVORECER A PARTICIPAÇÃO ATIVA DOS FIEIS NO CANTO”

    Santo Agostinho dizia: è melhor cantar um cantico velho com um coração novo, do que cantar um cantico novo com um coração velho.
    Quem canta bem , reza duas vezes. Se queres saber o que cremos, vem ouvir o que cantamos. por Dário Costa (Org. musica sacra)


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